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Por Dentro do Festival #OficinadeFanzine

De poemas a gravuras, tudo cabe nas pequenas páginas do livreto, mas do que isso; cabe sentimento e liberdade

26.06.18 - 08H55 Por Dyego Viana

O “Por dentro do Festival” é a sessão onde os repórteres do portal Festival Vida & Arte acompanham programações do evento e narram como foi a experiência de vivenciar atrações de música, teatro, espiritualidade, manifestações culturais, entre outras, dentro do maior festival multicultural do Brasil. O repórter Dyego Viana participou pela primeira vez de uma sessão de uma oficina de fanzine no quarto e último dia do evento, domingo 24. Acompanhe como foi essa experiência.

Além de canetas, giz, folhas e cola, um dos itens indispensáveis de uma oficina de fanzine é a coletividade. O aprendizado das técnicas do zine é um mergulho em uma expressão artística e cultural. De poemas a gravuras, tudo cabe nas pequenas páginas do livreto, mas do que isso; cabe sentimento e liberdade.

A oficina de fanzine promovida no Festival Vida & Arte, teve a coordenação da arte-educadora Fernanda Meireles. Fernanda é uma dessas gratas personalidades que só a cena cultural de Fortaleza pode proporcionar, transmite não só ensinamentos, mas o amor pelo zine, que há 18 anos faz parte de sua vida. “É algo que me faz sentir útil, viva, trabalhando por um mundo melhor, onde as pessoas possam se expressar e dizer o que realmente querem, exercitando seus talentos e percebendo que tem habilidades”. Explica a educadora sobre a importância do fanzine em sua vida.

Pessoas de todas as idades, crianças, jovens e adultos se revezaram na produção de um zine coletivo durante a oficina. A temática escolhida, “pequenas coisas grandes”, inspirou a criatividade dos participantes e promoveu a troca de experiência entre gerações. O passo a passo da montagem foi acompanhado por olhares atentos, admirados com a simplicidade e a riqueza de uma manifestação cultural pouco conhecida pela a maior parte do grupo.

Os últimos passos da oficina se encaminhavam para o fim, diversas mãos se alternavam na dobragem dos folhetos. O movimentar de braços de um lado para o outro imitava uma máquina gigante de impressão de jornais. A cada zine pronto uma felicidade estampada; “olha só como tá ficando”, comentava uma das crianças mais empolgadas.

A mesa se encheu, centenas de zines de todas as cores, repletos de desenhos e símbolos que cabiam na palma da mão. O zine produzido faz jus ao título da publicação, uma pequena coisa, porém muito grande, que leva a vivência e os sentimentos de cada um ali presente.

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