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Por Dentro do Festival #Meditação

O encontro "Meditação ao vivo" com a Banda Osheanic promoveu uma sessão aberta de meditação Osho Nataraj, onde os participantes utilizaram a dança como forma de reflexão

26.06.18 - 08H53 Por Dyego Viana

O “Por dentro do Festival” é a sessão onde os repórteres do portal Festival Vida & Arte acompanham programações do evento e narram como foi a experiência de vivenciar atrações de música, teatro, espiritualidade, manifestações culturais, entre outras, dentro do maior festival multicultural do Brasil. O repórter Dyego Viana participou pela primeira vez de uma sessão de meditação neste sábado 23. Acompanhe como foi essa experiência.

A calça jeans e minha camisa de botão, acompanhados de um bloco de notas e um crachá de imprensa, causaram de cara certa estranheza em quem me observava adentrar a sala vermelha. Colchonetes espalhados pelo chão e um agradável aroma de incenso, pareciam dar as boas vindas a quem chegava ao local. O encontro “meditação ao vivo” despertou minha atenção e a primeira coisa que me passou pela cabeça ao decidir participar da atividade foi a ideia de paz.

Sim, está foi minha primeira experiência em uma sessão de meditação e em atividades ligadas a espiritualidade. O inseparável bloco de notas companheiro nas anotações de pauta, não seria necessário ali, assim como meus sapatos, minhas meias, meu celular e até mesmo meus óculos. Tudo foi parar em um cantinho da sala. Aguardando o início da atividade sentei em um dos colchonetes e procurei uma posição confortável, tentei me posicionar de uma forma adequada para meditar, mas sem sucesso.

Dentro do meu desconhecimento a presença de uma banda ali no espaço não me parecia fazer muito sentido, pois afinal a ideia que eu tinha em mente era de um ambiente de tranquilidade e silêncio. Os colchonetes foram retirados e minha compreensão sobre o que aconteceria dali pra frente foi diminuindo. “A meditação Osho Nataraj utiliza a dança como forma de meditação”, foi aviso dado antes do início da meditação.

Os estágios de meditação foram apresentados, causando apreensão, admito. Primeiro estágio; durante 40 minutos feche os olhos, não controle seus movimentos, sinta a música e deixe ela te levar. “Mas como assim 40 minutos de dança?”, pensei. Segui as instruções e me permiti experenciar aquele momento. O sopro leve da flauta de madeira (bansuri) foi ditando o ritmo da experiência. De início apenas movimentos lentos e tímidos mexiam meu corpo, um ligeiro formigamento na sola dos pés logo desapareceu no decorrer da atividade.

O ritmo da música foi aumentando junto com meus movimentos. Ainda envergonhado, abri um pouco os olhos e percebi a liberdade nos movimentos executados por outras pessoas ali presentes, tentei de certa forma imitar, mas logo me deixei levar pelos meus próprios movimentos descompassados, mas legítimos e libertadores. Os 40 minutos foram diluídos em breves momentos de uma mistura rica; em paz, liberdade, desafogo e harmonia. Quando menos esperei estavamos no segundo estágio; 20 minutos de completo silêncio e relaxamento.

A vibração emitida pelo corpo diminuiu lentamente, a energia da dança deu lugar a leveza. O estado de relaxamento mental e corporal fez com que a presença das outras pessoas ali no local passassem por despercebidas. O badalar dos sinos despertaram para o terceiro e último estágio; um curto período de relaxamento e contemplação do ser. Interpretei o momento como de auto-avaliação e reflexão sobre a eficiência do encontro a qual eu havia acabado de participar.

Quando as portas da sala vermelha se abriram encerrando a programação, o sentimento foi de felicidade e calmaria.

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